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Houve quem um dia escrevesse que
não sabia se devia começar as suas memórias pelo princípio ou pelo fim.
Também eu me questionei, enleado, se devia começar a minha narrativa pela
verdade ou pela mentira, mesmo que por vezes estas pouco se distingam.
Comecemos, então, pela mentira, a mais verdadeira das ficções. Dito isto,
convém desde já relatar o momento crepuscular em que não cheguei realmente a
conhecer a figura das próximas linhas. O seu nome? Aurora.
“Deusa do amanhecer, que pinta o céu de várias cores ténues,
obriga-me a acordar do meu mundo de sonho para regressar à realidade!” Nunca
lhe atribuí a devida importância, na medida em que, para mim, era, apenas, o
nascimento de outro dia banal, recheado de reclamações por aquilo que não
tenho, ambiciono ou desejo ser.
Contrariamente a
Aurora, eu vivia uma existência singular e egoísta, na qual teimava em cerrar
os meus olhos, abafar o meu cérebro, para que desse modo me fosse possível
ocultar os dois mundos opostos que me cercavam. Sim, esses mesmos, o Belo e o
Ruim. Dois mundos bem à parte do meu, tão peculiar, tão insensível e, tal
como já o afirmei, tão egoísta.
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#3:
Rodrigo Silva (8.º D)
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- 1.º parágrafo (7 de outubro): Prof. Nuno Ricardo Ferreira
- 2.º parágrafo (7-12 de outubro): Maria Magalhães + Catarina Pereira (8.º C)
- 3.º parágrafo (13-19 de outubro): Rodrigo Silva (8.º D)
- 3.º parágrafo (13-19 de outubro): Rodrigo Silva (8.º D)
- 4.º parágrafo (20-26 de outubro): 8.º A
- 5.º parágrafo (27 de outubro-2 de novembro): 8.º B
- 6.º parágrafo (3-9 de novembro): 8.º C
- 7.º parágrafo (10-16 de novembro): 8.º D
- 8.º parágrafo (17-23 de novembro): 8.º A
- 9.º parágrafo (24-30 de novembro): 8.º B
- 10.º parágrafo (1-7 de dezembro): 8.º A-C
- 11.º parágrafo (8-14 de dezembro): 8.º B-D
- 12.º parágrafo (31 de dezembro): Prof.ª Raquel Almeida Silva
Caso pretendas participar, escreve o teu parágrafo (não muito extenso) na secção dos comentários, assinando com o teu nome e turma. Redige o teu texto com total rigor, nomeadamente ao nível da ortografia, pontuação e sintaxe.
Os textos serão publicados após moderação.
No meu mundo a realidade é o espelho dos meus desejos, todos respondem em função da minha vontade. Talvez um dia o meu coração desperte, deve existir alguém que me possa dar a conhecer o que é o Belo. Por vezes sinto-me tentado a conhecer esse mundo, mas receio o que possa encontrar. Assusta-me sentir a felicidade e pensar que um dia esta pode acabar, uma vez que eu não consigo controlar esse mundo.
ResponderEliminarJoana Ferreira - 8.ºA
Algo na forma como ela teimava em aparecer, todas as manhãs, um aviso fulgente de que a vida que eu, lá no fundo, por muito que não o aceitasse, queria estava à distância de uma mão, se ao menos eu tivesse a coragem de dar um passo em frente e agarrá-la. Olhando para trás, percebo que era pura inveja, mas, na altura, parecia-me arrogante a forma como ela se erguia, os seus olhos apenas esperança e beleza, independentemente do dia. Alguém precisava de fazer algo, e eu sabia que mais ninguém daria um passo em frente. Na manhã seguinte, sentado no meu parapeito, estava preparado.
ResponderEliminarCarolina Carvalho e Sousa n.º5 8ºA